Engraçado como as vezes precisamos experimentar o ruim para reconhecer o que realmente é bom. Isso talvez possa soar meio estranho, até por que não está em um contexto, mas vamos lá, deixa eu tentar explicar...
Ontem eu estava conversando com um amigo e não sei porque o assunto foi parar em falsos amores, aqueles que achamos que sentimos, ou que nos forçamos a sentir para provarmos algo. É, isso pode ser meio estranho, mas isso acontece com as pessoas com mais frequência do que se pode imaginar. Eu mesma já tive dois desses... Bizarro né?!
Então, vamos para o resultado das coisas, nos forçamos a sentir algo, nos iludimos, muitas vezes iludimos pessoas junto e muitas vezes acamos frustados, porque aquilo não vai ser como esperávamos e o pior, alguns de nós até traumatizados.
Não estou aqui hoje para falar sobre como isso acontece, o porque acontece e como nos damos conta disso. E sim para falar sobre o oposto.
Após eu pensar sobre essas "paixões" e em como explica-las, fiquei buscando uma forma de como fazer o inverso. Ou seja, perceber e explicar como é quando esses sentimentos são verdadeiros. Estranho né?!
Muitos pensadores, poetas, escritores, músicos, etc... Já buscaram formas de traduzir isto, sei que nós, pessoas pseudo-pensadoras também buscamos isso, mas muitas vezes guardamos para nós mesmo.
Como é está apaixonado de verdade? Cada um tem sua forma de se apaixonar. Mas acho que alguns "sintomas" são iguais para todos nós. Como por exemplo: Sorrisos bobos sem razão, a falta gritante e sufocadora que a pessoa faz, a vontade de falar nela toda hora, a atração magnética que seus olhos, e seu corpo em si, sofrem sobre esta, a enoooooooooorme frequência desta em seus devaneios, em quais muitas vezes você se pega imaginando até as situações mais ridículas com essa pessoa, como diz uma amiga minha: "cara eu me imagino até cozinhando com ele".
Só que muitas vezes junto com tantas coisas boas, esses sintomas vem acompanhados da terrível indagação que não te abandona um segundo e que te deixa mais angustiado do que você pensava que um dia poderia ficar, daquelas que suga seu ar todo e te deixa com um enorme vácuo interno. A razão. Será que não podemos deixar de pensar no porque isso aconteceu um segundo? Sobre como nós fomos deixar acontecer?(Sim, porque quase sempre nos culpamos por uma coisa que é inevitável, que não depende da vontade de ninguém).
São coisas que você só vai perceber que sente com o tempo, com o convívio ou com a falta dele. Que muitas vezes nem percebemos que sentimos, até isso estourar de repente como uma bomba em nós. E aí? E aí que ficamos perdidos, sem chão, sem caminho, inertes.
Mas sabe? Essa sensação de estar sem chão é mais do que gostosa. Assim como o frio no estômago pela ansiedade de ver, de tocar, de pensar. Assim como a preocupação de não demostrar, não ser "descarado", mas querendo deixar a dúvida no ar. E principalmente a sensação do olhar intenso. Ahhhhhhh! Essa pra mim é a mais gostosa. Amo olhares, amo observar. Se observar o que é belo já é bom, imagina a sensação de observar aquile que tem significados mais que fortes para você?
Então, se tudo é tão gostoso e mágico assim, porque muitas vezes transformamos isso em uma coisa terrível que deve ser exterminada?! Tudo é feito para se curtir e se aproveitar, nada acontece por acaso. Viver os mometos e sentir como estes são especiais é o que torna a vida mais gostosa, é o que nos traz a sensação de felicidade do dia. A felicidade não é um status permanente, como muitos acham, aquele que tanto buscamos as vezes, a felicidade em si é sentirmos como aquele momento mexeu com a gente trazendo coisas mais do que inesquecíveis.
Com o fim da minha "pequena" descrição! Deixo a minha dica para vocês meus amigos!
NUNCA DEIXEM DE APRECIAR OS MOMENTOS OU A VIDA, SEJA LÁ PELO MOTIVO QUE VOCÊ TIVER. PORQUE ESTES SÃO ÚNICOS, SÓ ACONTECEM UM VEZ E COM UMA INTENSIDADE. E O ARREPENDIMENTO DE TER DEIXADO ESSES MOMENTOS PASSAREM É UMA DOR ENORME, UMA FERIDA QUE SEMPRE ESTARÁ ABERTA!
Quando a vida toma outro rumo.
Há 16 anos

2 comentários:
As vezes passamos por situações dificeis na vida que nos fazem refletir sobre diversas questões. Porém, é muito comum que no meio dessas indagações surjam sentimentos e pensamentos que nos fazem negar a necessidade e o bem que nos faz o compartilhar. As vezes pelo simples fato de compartilhar uma coisa com alguem, isso acaba se tornando de mais facil aceitação ou melhor entendido. Até porque por mais estranho que possa ser, nos chegamos a conclusoes diferentes quando pensamos "internamente" e quando exteriorizamos isso.
Muitas vezes também essa dificuldade ou negaçao em compartilhar alguma coisa com alguem vai além da auto-defesa. Está diretamente ligada ao egocentrismo, ao orgulho do que uma forma de se proteger do mundo. Em primeiro lugar, mais abstratamente, porque é impossivel negar o mundo, o que acontece ao seu redor, são coisas que dependem muito pouco do livre-arbitrio individual; agora, mais concretamente, porque implicito nesse sentimento está a ideia de não se mostrar frágil pra alguém, não mostrar seus defeitos, praticamente negar a sua condiçao de ser humano.
É claro que o mundo atual vive absolutamente ligado a imagem que as pessoas passam e a partir daí tira suas conclusões sobre ela, porém tão forte quanto isso, a negação desse conceito é a amizade. O conhecer alguem bem ao ponto de confiar pedaços importantes da sua vida a essa pessoa é a melhor defesa contra o mundo. E talvez essa vantagem só possa ser percebida quando nos permitimos conhecê-la, quando deixamos de lado todo o sentimento de proteção e nos libertamos, por um momento apenas. E nada melhor do que a sensação de liberdade diante de uma vida presa. Talvez essa sensação dure poucos segundos, porém os também possam ser os melhores e mais proveitosos segundos já vividos...
Até porque, negar palavras ou conceitos nunca fizeram parte da solução para estes. O negar leva apenas a extensao daquele sofrimento, ou melhor, à sua fragmentação eterna em pequenos pedaços sempre presentes, que o torna sempre vivo.
Talvez seja melhor enfrentar tudo de uma vez por mais dificil que isso seja a dividir o sofrimento em pedaços não palpáveis, porém eternamente perenes.
é lolly...
carpe diem!
;)
te adoro mocinha!
bjs,
Rand
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